Pensamentos para meditar - Peregrina da Paz
As posses desnecessárias são cargas desnecessárias. Se as tem, você precisa cuidar delas.
Se você é livre, recomendo-lhe uma caminhada por um caminho solitário. Que inspirador é caminhar todo dia ao sol e dormir toda a noite sob as estrelas. Que maravilhosa experiência é a vida simples e natural.
O PROPÓSITO DOS PROBLEMAS é empurrar-nos para a obediência às leis de Deus, as quais são exactas e não podem mudar. Temos a vontade própria para obedecer-lhes ou desobedecer-llhes. A obediência trará harmonia, a desobediência trará problemas. Os problemas são bênçãos disfarçadas!
Resolvendo os problemas apropriadamente é como nos desenvolvemos espiritualmente. Nunca se nos apresenta um obstáculo a menos que tenhamos a capacidade de vencê-lo. Quando nos defrontamos com um problema muito grande, isto simplesmente indica que temos uma enorme força interior para solucionar tal problema. Não há na verdade motivo para desalentar-nos, porque as dificuldades são oportunidades de desenvolvimento interior, e quanto maior a dificuldade, maior a oportunidade de crescimento.
As dificuldades materiais chegam amiúde para nos lembrarmos de que nossa concentração deveria estar no aspecto espiritual em lugar do material. Às vezes as dificuldades no corpo vêm para mostrar-nos que o corpo é apenas uma vestimenta passageira e que a realidade é a essência indestrutível que activa o corpo. Quando pudermos dizer, "Graças Senhor pelos problemas que nos envia para nosso desenvolvimento espiritual", estes deixam de ser problemas. Tornam-se então oportunidades.
Viva este dia! Ontem é unicamente um sonho e amanhã é só uma visão, mas o hoje bem vivido faz de cada ontem um sonho de felicidade e de cada amanhã uma visão de esperança. Não sofra pelo passado nem se preocupe pelo futuro. Viva este dia e viva-o bem..
A preocupação é um hábito. Algo pode-se fazer com ela. Eu chamo a isto renunciar ao hábito da preocupação. Há técnicas que ajudam. Tenho falado com lindas pessoas religiosas e descoberto que ainda se preocupam. É uma perda total de tempo e energia. Se você é uma pessoa que ora, que ora com fé, poderia imediata e automaticamente levar o que o preocupa a Deus, em uma oração e deixá-lo nas mãos de Deus -as melhores mãos possíveis. Esta é uma técnica que dá excelentes resultados. No princípio, talvez tenha que levá-lo novamente a Deus por um bom número de vezes até que desenvolva o hábito (que eu própria desenvolvi) de fazer sempre tudo o que puder na situação e depois deixar o resto, com toda confiança, nas mãos de Deus.
Sobre o Hábito da Raiva
Comentarei aqui alguns maus hábitos. Um deles é o da raiva. Uma energia tremenda aparece com a raiva. Às vezes se chama a energia da cólera. Não a suprima: ela o prejudicaria interiormente. Não a expresse: isto não só causaria dano interior senão que ocasionaria murmúrios ao seu redor. O que você vai fazer é transformá-la. De alguma maneira empregue essa tremenda energia construtivamente em um trabalho que necessite ser feito ou em uma forma benéfica de exercício. Ao empregar a energia construtivamente, perde-se o hábito da raiva. * A melhor maneira de falar com você sobre isto é contando-lhe o que na realidade fizeram algumas pessoas. Por exemplo, uma mulher lavava todas as janelas de sua casa, outra senhora passava o aspirador na casa, fosse ou não necessário, outra modelava pães -bom pão de farinha integral. Outra se sentava e tocava piano: primeiro marchas impetuosas, depois se acalmava e tocava algo mais leve como hinos e canções folclóricas; eu sabia então que estava bem.
Havia uma pessoa que pegava sua máquina de podar manual. Lembre-se, a máquina manual não tem motor. Talvez nunca tenha visto uma! Aparava seu enorme gramado. Eu me encontrava na casa ao lado. Algum tempo depois, veio pedir emprestada a podadora de motor de seu vizinho. Pratiquei com ele meu ditado: "Oh! sem a energia da cólera nunca teria podido podar este gramado tão grande com uma podadora manual". Como você vê, é na verdade uma energia tremenda.
Conheci outra pessoa que salvou seu matrimónio. Tinha tão mau génio que sua jovem esposa estava a ponto de deixá-lo, levando seus dois filhos. Ele disse: "Vou fazer algo a respeito!" E o fez. Quando sentia que estava para ter um acesso de raiva, em lugar de atirar coisas por toda a casa, como era seu costume, saía a correr; dava várias voltas ao redor do quarteirão, até que lhe faltasse o fôlego e esgotasse toda a energia -e salvou seu casamento. Deu resultado! Quando o vi novamente, anos mais tarde, perguntei: "Ainda continua correndo?" "Oh! um pouco por exercício", disse, "mas não tenho tido acessos de raiva há anos". Ao empregar a energia construtivamente, perde-se o hábito da raiva.
Estas técnicas também têm funcionado com as crianças. Recordo um menino de dez anos. Eu estava tentando ajudar sua mãe porque estava passando maus bocados com ele. Ele tinha acessos de raiva e uma vez, quando estava calmo, perguntei-lhe: "De todas as coisas que você faz, qual a que usa mais energia?" Ele respondeu: "Acho que é subir a colina que está atrás da casa". Assim, encontramos uma solução maravilhosa. Cada vez que sua mãe visse sinal de mal criação, empurrá-lo-ia para a porta e diria: "Vai e sobe a colina". Funcionou tão bem que quando uma professora me disse que estava tendo um problema parecido com uma criança mais ou menos da mesma idade, eu sugeri que ela lhe dissesse para correr em volta da escola; isso também deu resultado.
Agora vou contar-lhe de outro casal. Eles se irritavam ao mesmo tempo e decidiram caminhar em volta do quarteirão. Um caminhava numa direcção e o outro na outra, mas se encontravam em lapsos frequentes. Quando pudessem encontrar-se amigavelmente, caminhavam juntos para casa e falavam sobre o que provocara sua raiva e o que poderiam fazer para preveni-lo no futuro. Foi muito prudente fazê-lo. Nunca se deve tentar falar com alguém que está com raiva, porque esta pessoa não é racional neste momento.
Contarei uma história mais acerca de uma jovem mãe. Tem três meninos que ainda não vão à escola. Um dia disse-me: "Quando sinto raiva, quero correr, mas não posso. Não tenho como sair, deixando sozinhas três crianças pequenas. Assim, normalmente termino descarregando minha raiva sobre elas". Perguntei-lhe então: "Alguma vez tentou correr no mesmo lugar?" E já podia imaginá-la correndo dessa maneira. Ela me escreveu: "Paz, resultou maravilhosamente bem! Não só me desfaço da energia da cólera, como as crianças se divertem!"
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